Os três F's que ninguém fala a respeito!

Finanças, fotos e food :D


Primeiro "F" - Finanças:
     Isso é mais um desabafo, mas espero ajudar muuita gente a não passar pelo perrengue que eu passei.
     O primeiro F, é bem simples, mas não tanto quanto o pessoal pensa. Se resume a uma palavra: ANOTAÇÃO.
     Parece besteira, mas não é. Demorei cerca de duas semanas pra realmente ter um controle financeiro correto, anotando cada coisa que gasto, para fazer uma média de cada local e de cada ramo de gasto (hospedagem, comida, transportes, tours, extras). No começo eu era aquele que dizia "quando chegar no hostel eu anoto isso e aquilo... amanhã anoto os dois", e nem preciso dizer que você com certeza irá esquecer ou anotar uma coisinha ou outra errada não é?
     O segredo é ter sempre em mãos aqueles caderninhos bem pequenos, de preferência com data, e anotar cada gasto, por menor que pareça, o mais rápido possível. O resultado disso é que você saberá se está gastando mais em determinado lugar, além de ter controle se perdeu ou não algum dinheiro, e de quantos dias em média poderá continuar naquele lugar!
     Claro que anotação não valerá de nada se cada noite ou cada manhã conferir suas finanças se estão batendo! Antes de começar a anotar corretamente, tinha dia que 'sumia' 50 bolivianos, outros 'apareciam' 10 e assim por diante.
     Uma anotação correta pode ser um pouco enjoadinho no começo, mas ficará bem mais fácil no decorrer da viagem. E a tranquilidade aumentará exponencialmente!

Segundo "F" - Fotos:
      Logo que cheguei no Wild Rover em La Paz, me deparei com um israelense chorando de soluçar no saguão de entrada. Acabei por ir fazer amizade e perguntar o problema: ele havia perdido o celular. Achei meio que exagerado, por mais caro que fosse o celular, mas acaba que fiquei sabendo o real problema: três meses de fotos, de mais de 7 países, se perderam. Quase que eu comecei a chorar também. Dias depois me deparei com um brasileiro que roubaram o celular e ele teve o mesmo problema. Então segue a dica principal: NUNCA ARMAZENE SUAS FOTOS EM APENAS UM LUGAR.
     Quem acompanha meu blog sabe que perdi meu celular no primeiro dia de viagem. E hoje eu até agradeço isso, pois eu ia tranquilamente armazenar todas as minhas fotos só nele. Perdi apenas meio dia de foto, nada mal né? Mas se tivesse perdido depois de uma semana ou um mês, a coisa mudaria de figura.
     Hoje eu tenho o seguinte aparato tecnológico: Um laptop, uma gopro, uma camêra semipro e um ipod. E um pen drive.
     O segredo é sempre possuir cópias de suas fotos em 1 ou mais pen drives, em lugares diferentes da bagagem. E se você possuir apenas câmera normal, pode sempre tentar fazer um upload para internet sempre que possível, pois a quantidade de fotos será razoável para isso. Se você tem uma gopro, assim como eu, eu deixo mais uma dica (que aprendi da pior maneira): SEMPRE DELETE AS FOTOS INÚTEIS O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!
     Quando decidi fazer backup das fotos da gopro, percebi que eu tinha uns 25 gigas de foto. Porquê? Por que a gopro tira uma foto a cada segundo, ou a cada meio segundo por exemplo. Então uma selfie simples no Salar são aproximadamente 40 fotos até achar a melhor. E eu sempre falava que ia deletar as outras 39 depois. Resultado? Fiquei mais de 2 dias INTEIROS deletando e escolhendo fotos.
     Então fica a dica!

Terceiro "F" - Food:
     Quando você fala que vem pra Bolívia, escuta sempre os mesmos conselhos: CUIDADO COM DROGA! E com a comida. Aqui vou falar apenas da comida.
     Me chamaram de 'estômago de avestruz', porquê eu como de tudo, e do mais sujo, e nunca passei mal aqui na Bolívia. Mas eu tenho uma razão simples para isso: Jejum. Eu como duas vezes por dia. Uma eu me empanturro no café da manhã dos hostels, a outra eu janto no mercado, e as vezes como uma sobremesa de sorvete, que é literalmente moldado a mão. Fora as frutas da sobremesa que também são cortadas com a mesma mão que recebeu meu dinheiro, e aposto muito que elas não são propriamente lavadas.
     Mas o jejum faz um bem danado pra digestão,claro que não faz milagre.Você vai ficar de uma maneira meio diferenciada aqui na Bolívia (quote de um brasileiro que conheci: "Ostentação na Bolívia é cagar sólido". Meio que é verdade) . não atrapalha em nada sua viagem.
     E se engana quem pensa que restaurantes mais caros a comida é melhor. Um episódio que aconteceu comigo aqui quando fui em um restaurante 'chiquezinho' (para os padrões mochileiros) foi bem cômico. O prato chegou. Bem bonito. Uma coxa de frango bem gorda, arroz e batatas. Mas antes deu comer, o garçom pegou minha coxa de frango com a mão e foi lá para dentro. Passou uns 3 minutos ele volta com ela na mão, fala algo em espanhol que eu não entendo, e coloca de volta no prato. E eu comi. E tava bem gostoso!
     Para resumir: Se você tem estômago fraco ou problemas constantes de digestão, evite comer de poucas em poucas horas. De um tempo maior para seu corpo processar completamente a comida e matar as zilhões de bactérias que você comeu. Ou então apele para enlatados e guloseimas. Também serve.
Salada de fruta/sorvete/gelatina/chantilly moldado a mão, por incríveis 10 bolivianos (~5 reais)

Um dos restaurantes 'carinhos' que comi (uns 22 bolivianos... haha)


Inspiração de medo

Eu nem dormi anoite com tanta ansiedade pro Huyana hoje cedo!
Não tinha oque fazer saiu isso daí hahah!
Quando estiverem lendo isso, eu provavelmente vou estar
no Huyana ou pelo menos a caminho dele, e voltarei em 3 dias!
Fiquem ligado pro meu review do passeio!
Agora fique com minha obra prima: hahahah


Aquele mochileiro da Bolívia

O mochileiro
Aquele
Que compartilha o banheiro
Aquele
Que vive contando dinheiro

Se perde no Salar
Até O luar,
As estrelas mostrar

O Huyana ele conquista
em busca da perfeita vista
onde não chega um simples turista

Isla do Sol e sua trilha
Inexplicável maravilha
Naquela exótica ilha

Tome vacina de febre-amarela
Mas coma com cautela
Senão pega salmonela

E não conte com a sorte
De Pachamama peça suporte
Para cada estrada da morte

Potosí e suas minas
Tiwanacu e suas ruínas
E na mochilha uma Traquinas

Daquele mochileiro
que compartilha o banheiro
Aquele
Que vive contando dinheiro

Mas também aquele
que viaja o mundo inteiro

Top 3 O que não fazer na Bolívia

  Já imaginam qual será meu Top 1 né? Mas vamos começar pelo terceiro!

  TOP 3 Não fazer na Bolívia:   Valle de la Luna.

   O Vale de la Luna é um conjunto de formações rochosas que não se assemelham em nada com a lua. Mas chama assim. Apesar que dizem que o nome foi dado por Neil Armstrong, o manolinho que pisou na lua. Então quem sou eu pra falar que não parece com a lua né?
   O primeiro motivo que não gostei foi.. pedras. Você vai ficar 40 minutos andando por umas pontezinhas de madeira construída para turistas, com direito a vendinhas e banheiros pagos no decorrer da trilha.
   Claro que como todo e qualquer passeio, depende muito de gosto. Fui com um brasileiro que está viajando pelo mundo a nada mais nada menos que 450 dias, já viu MUITAS coisas, e achou o lugar muito interessante. Então fica por sua escolha, mas eu deixo minha opinião: Bem tosquinho.
   O problema é que ele é feito em conjunto com o Chakaltaya, e caso queira fazer separado terá o incrível desconto de 10 bolivianos! Então você provavelmente vai acabar fazendo. E tirando suas próprias conclusões!

Pedras!

Mais pedras!

Eu com pedras!


  TOP 2 Não fazer na Bolívia:    Tiwanacu

   Não me entendam mal, eu acho ruínas muito interessante, O passeio que mais estou esperando é Machu Picchu, e achei as ruínas da Isla del Sol bem interessantes. O problema é quando o guia começa a falar.
   Acontece que tudo o que você está vendo na pirâmide principal do complexo arqueológico não é original. Isso mesmo. A igreja destruiu as ruínas alguns séculos atrás para usar as pedras para construir igrejas (a igreja de São Francisco em La Paz possui algumas pedras), e os arqueólogos encontraram algumas pedras soltas no lugar e remontaram a pirâmide. E nem sabem se fizeram certo. Provavelmente não, pois como o guia fala, a porta do sol era para alinhar com o solstício, e no local que está não se alinha.
   Outra parte do passeio é um museu com várias peças da cultura Tiwanacu, e acaba que também não são originais (salvo por uma múmia, que é bem interessante).
   Mais outra parte do passeio, você não vê nada. Porque está tudo enterrado e o governo não tem orçamento para escavar a pirâmide. Legal né?
   A única parte legal do passeio, é um templo descoberto relativamente a pouco tempo, em que o câncer do mundo (religião) ainda não teve tempo de colocar a mão; O templo subterrâneo com faces esculpidas na parede. Ah, algumas faces estão destruídas devido a arqueólogos mal treinados. Mas ainda é interessante, mas não vale os 180 bolivianos e o dia perdido para isso.
    E no final ainda param em um restaurante no meio do nada, onde ficam uma hora e meia e acabam que 'obrigam' vocês a comer lá (não tem refeições inclusas) e o preço é bem salgadinho.
   Uma dica que deixo, é que no dia anterior fiquei quase uma hora conversando com outro guia sobre Tiwanacu, e as lendas são BEM interessantes. Futuramente postarei algumas curiosidades aqui no blog, que vão desde a cirurgia cerebrais em bebês, até como os shamans eram escolhidos.

Começo!

Parte legal!


  TOP 1 Não fazer na Bolívia;   Minas de Potosí

   Eu não consigo expressar meu sentimento de perplexidade de como aquele passeio ainda é oferecido a turistas.
   Nesse passeio, há algumas atividades que eu creio não serem indicadas para um simples grupo de turistas. Selfie com uma dinamite acesa, presenciar explosões de dinamites dentro do túnel, descer vários metros por uma corda sem nenhuma segurança, onde se você escorregar ou não aguentar seu peso a queda e grande, passar por túneis verticais tão finos que você não passa com sua mochila, ar rarefeito e bem poluído, e isso tudo regado a visões de trabalho praticamente escravo de jovens acima de 13, 14 anos até idosos com mais de 60, tornam o passeio levemente desagradável.
   Não posso esquecer do simples fato que um carrinho levando minérios de mais de duas toneladas descarrilhou e deixou agente preso na mina por uns 40 minutos. 5 pessoas para levantar um carrinho desse peso e recolocar no trilho é um trabalho bem penoso. Foi duro presenciar o esforço herculano desses 4 trabalhadores mais o nosso guia ao tentar fazer uma alavanca com um pedaço do trilho para levantar o carrinho e botar de volta no trilho.
   Até hoje eu ainda não acreditei que passei por aquilo. Mas pode ser que peguei um guia meio doido. Ouvi falar de pessoas que fizeram o passei apenas por caminhos onde tem trilho, e apesar de desconfortável, pelo menos não foi perigoso.
   Mas eu não recomendo.